segunda-feira, 26 de outubro de 2009

É uma vergonha, fruto de uma prepotência que precisa ser erradicada urgentemente!

E ainda dizem que não há preconceito no Brasil!

 

Estagiária de Direito presa por discriminar sargento PM

PMs, em serviço, foram acionados e caso encaminhado a 134ª DL

Telmo Filho

O 3º sargento da Polícia Militar (PM) Fernanda Martins, lotado no 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Campos, foi vítima de racismo na madrugada de ontem durante uma festa que acontecia no interior da Fundação Rural de Campos. Em entrevista ao O Diário, ela disse que não perdoa a estudante de Direito Edina Geigila Marques Ferreira, 32 anos, que foi autuada em flagrante na 134ª Delegacia Legal (DL/Centro) por injuria racial.

Segundo a oficial, Edina, ao entrar no estabelecimento, não permitiu que um segurança revistasse sua bolsa. A cena foi vista pelo sargento que se apresentou como militar para a estudante, na tentativa de fazer o procedimento legal. Foi quando Edina ofendeu Fernanda, chamando-a de "negra e favelada". "E ela repetiu essas palavras várias vezes na frente de muita gente. Disse, ainda, que eu iria morrer negra e favelada", contou.

Fernanda estava acompanhada do filho e afilhado que presenciaram as ofensas. "Nunca passei por isso. Quando eu vi que meu filho estava vendo aquilo tudo, eu pedi que ele fosse embora para casa", ressaltou o sargento, informando que, no momento da confusão, a acusada disse que tem terceiro grau completo em Direito na tentativa de inibir a policial, mas apresentou na delegacia a carteira de estagiária da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB/RJ) vencida.

Autuada por injúria racial e encaminhada ao Presídio Carlos Tinoco da Fonseca

Duas testemunhas depuseram na delegacia em favor da policial, que foi amparada juridicamente pela Associação do Grupo Integrado de Amigos Militares e Civis (AGIA). O órgão apresentará uma ação civil ao Ministério Público (MP) por reparação de danos morais. Edina se reservou ao direito de apenas falar em juízo. Na delegacia, ela foi autuada no artigo 140, parágrafo terceiro, combinado ao artigo 141, III, do Código Penal (injúria por discriminação racial), crime inafiançável e a pena varia de um a três anos. Ela foi conduzida para o anexo feminino do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, no Centro de Campos.

 

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