quarta-feira, 21 de março de 2012

 

 

 

 

                 A TRAJETÓRIA DE UM JORNAL CENTENÁRIO

 

 

 

 

Nome: Paula Vigneron Azevedo

Professor: Vitor Menezes

Introdução ao Jornalismo I – 1º período de Jornalismo

                       

 

Os principais fatos históricos da cidade de Campos dos Goytacazes foram retratados no jornal Monitor Campista, que circulou na cidade durante 175 anos. Da primeira visita do imperador D. Pedro II, 1847, passando pela descoberta da bacia petrolífera, em 1974, até a morte de grandes figuras do cenário político de Campos, como o Dr Wilson Paes, no ano de 2009, a nossa planície se manteve bem informada graças à cobertura desse jornal centenário. Além das informações sobre o cenário político, econômico e cultural da cidade, o Monitor se dedicava a cobrir grandes notícias sobre o Brasil e o mundo, tais como: Primeira Guerra, queda da Bolsa de Nova York, fim da Segunda Guerra, e também sobre a faixa de Gaza, em janeiro de 2009.

            Fundado no ano de 1834, pelo médico José Gomes Fonseca da Parahyba, em sociedade com o também médico Francisco José Alypio, o jornal passou por diversas modificações em seu nome, sendo também chamado de O Campista e o Monitor, e finalmente se tornou o Monitor Campista. Quando este surgiu, a cidade de Campos era ainda chamada de Vila São Salvador, e só passou a ser considerada cidade no dia 28 de março de 1835.

            Foi o primeiro jornal beneficiado pela luz elétrica e pela utilização do prelo da impressora movida à eletricidade, visto que a cidade foi pioneira na utilização desse recurso. Alceir Maia Mendonça afirma, em seu livro "História da Eletricidade em Campos", que:

"Segundo o jornal 'Monitor Campista', em edição especial de 24 de junho de 1883, a história da iluminação da cidade de Campos, por meio da luz elétrica, começou em 16 de julho de 1w881, quando presidia a Câmara Municipal o dinâmico e progressista Dr. Francisco Portella, ocasião em que propôs e foi unanimemente aprovada, a substituição do sistema misto (gás e querosone), pela iluminação elétrica."

            Inicialmente, o jornal circulava apenas duas vezes por semana (quarta e sábado), e só em 1875 começou a circulação diária do Monitor Campista, que ocorreu até o dia 15 de novembro de 2009. No ano de 1936, o Monitor Campista era incorporado ao grupo Diários Associados, fundando por Assis Chateaubriand em 1924.

            Com a compra de "O Jornal" e "O Diário da Noite", Chateaubriand deu os primeiros passos para a formação dos Diários Associados, que, mais tarde, viria a ser formado também pelos seguintes jornais: "Diário de Pernambuco" (1825), "Jornal do Commercio" (1827) e "Monitor Campista" (1834), sendo que os dois primeiros ainda continuam em circulação e carregam os títulos de jornais mais antigos do Brasil.

            O Monitor Campista trouxe avanço para a imprensa da cidade, reformulando as técnicas utilizadas naquele período. Passou-se a usar o título e aboliu-se o uso do negrito na criação de notícias, resultando em grandes inovações para o cenário da época, no qual os jornalistas eram letrados e os jornais carregavam características da literatura.

            O encerramento das atividades do jornal significou uma grande perda histórica e cultural para a cidade de Campos. A história do Monitor se confundia com a história local, visto que este veículo de comunicação cobriu grande parte dos principais acontecimentos do município. A tentativa de manter o jornal através da arrecadação de fundos para comprar a marca "Monitor Campista" (cujo valor era R$ 250.000,00) foi em vão. O Movimento Viva Monitor e seus simpatizantes não obtiveram êxito em seu intento, e a última edição do jornal foi publicada no dia 15 de novembro de 2009.

 

Referências Bibliográficas:

MENDONÇA, Alceir Maia, História da Eletricidade em Campos, Gráfica Editora Lar

Cristão, Campos, 1993. Cap. 1, p. 21

SOARES, Orávio de Campos, Muata Calombo - Consciência e Destruição, dissertação

de mestrado, UFRJ, Rio de Janeiro, 2002.

Portal in 360 - http://in360.globo.com/rj/noticias.php?id=6273

Observatório da imprensa -http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o_fim_do_jornal_centenario

Portal Luis Nassif - http://blogln.ning.com/profiles/blogs/salvem-o-monitor-campista

Diários Associados - http://www.diariosassociados.com.br/home/conteudo.php?co_pagina=20&PHPSESSID=a3709eaacd7efec542032078e87ccb43

http://www.diariosassociados.com.br/home/conteudo.php?co_pagina=45&co_menu=2&PHPSESSID=e82367b1fd3e527a8408b05abea395c2

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Fw: Prendam os torturadores

 
 
 
 
Caros amigos,


Um novo relatório da Avaaz revela que o regime assassino da Síria está torturando manifestantes pacíficos, removendo suas unhas dos pés e das mãos e lhes eletrocutando. Podemos pressionar a ONU para que levem o ditador sírio Bashar al-Assad à Corte Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Vamos criar um chamado massivo global:
É difícil relatar isso, mas até mesmo membros da Avaaz estão sendo torturados pelo regime monstruoso da Síria. Manhal* nos contou que foi detido em uma prisão secreta, onde removeram suas unhas dos pés e das mãos e eletrocutaram partes de seu corpo. "Eu vi a morte e fui torturado até quase morrer," ele nos contou. Mas se agirmos agora, podemos fazer do sacrifício de Manhal a última gota para o mundo se virar contra o regime de Assad.

Os observadores da Liga Árabe falharam em impedir a repressão brutal, mas a pressão sobre Assad está aumentando. A Avaaz recentemente publicou um relatório terrível revelando a escala das unidades de detenção da Síria, incluindo o que fizeram com Manhal. Se criarmos uma pressão global massiva agora, podemos forçar governos-chave a confrontarem os horrores citados nesse relatório e acelerarem o fim de Assad.

Assine a petição agora e quando chegarmos a 500.000 assinaturas, entregaremos-na junto com o relatório da Avaaz para a Liga Árabe e para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, exigindo que eles levem Assad até à Corte Penal Internacional para ser julgado por crimes contra a humanidade:

http://www.avaaz.org/po/arrest_syrias_torturers/?vl

A ONU já afirmou que houve crimes contra a humanidade na Síria. Agora o regime está lidando com mais uma onda crítica -- um pungente relatório compilado por corajosos ativistas sírios da Avaaz que delimita a relação final sobre esses crimes contra a humanidade terem sido cometidos por altos membros do regime de Assad. Nenhum outro relatório tem informações de alto nível que relaciona a tortura do regime nessa medida -- essa pode ser nossa melhor chance de fazer o mundo agir.

Todos nós tínhamos esperança de que a missão de monitoramento da Liga Árabe fosse impedir a violência, mas a missão foi comprometida e desacreditada. Apesar de testemunharem por conta própria os atiradores de Assad, os monitores apenas estenderam seu período de observação sem um pedido de ação urgente. Isso permite que países como Rússia, China e Índia impeçam as Nações Unidas de se mobilizarem. enquanto isso, a defesa patética usada pelo regime para seus atos desprezíveis tem sido a de que o regime tem lutado contra uma insurgência terrorista, não um movimento pacífico por democracia. Mas relatórios como o da Avaaz expõem a mentira desse regime corrupto e cruel. Agora precisamos que o mundo seja testemunha dos horrores do regime.

O tempo pode se esgotar para Assad se criarmos uma onda ensurdecedora de pressão pública para promover a mudança. Vamos unir o mundo para exigir que o Conselho de Segurança da ONU leve o regime brutal sírio à Corte Penal Internacional e julguem-no por crimes contra humanidade. Assine agora e divulgue para todos:

http://www.avaaz.org/po/arrest_syrias_torturers/?vl

Por todo o mundo árabe, o poder popular tem derrubado ditadores e nossa incrível comunidade da Avaaz esteve no coração dessas batalhas pela democracia, furando o bloqueio da mídia imposto pelos líderes corruptos, empoderando jornalistas cidadãos, provendo ajuda emergencial vital para comunidades sob cerco, e ajudando a proteger centenas de ativistas e suas famílias dos bandidos do regime. Não vamos permitir que o sofrimento pela liberdade do Manhal seja em vão. Vamos exigir que a ONU se mobilize imediatamente.

Com esperança e determinação,

Luis, Ian, Maria Paz, Ricken, Emma, Wissam, Heather e toda a equipe da Avaaz

* - "Manhal" é um pseudônimo para proteger a identidade do ativista.

MAIS INFORMAÇÕES:

Relatório da Avaaz sobre as Unidades de Detenção na Síria (em inglês)
http://disappeared.avaaz.org/detentioncentresreport.htm

Violência na Síria já matou 6.200, dizem ativistas (Reuteurs)
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE7BL0BI20111222

Assembleia Geral da ONU condena direitos humanos na Síria (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1023468-assembleia-geral-da-onu-condena-direitos-humanos-na-siria.shtml

Líga Árabe avalia direitos humanos na Síria e pode pedir ajuda à ONU (BBC Brasil)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120108_siria_ligaarabe_pu.shtml

Síria: Regime de Bachar al Assad não desarma (Euronews)
http://pt.euronews.net/2012/01/03/siria-regime-de-bachar-al-assad-nao-desarma/

Nova ofensiva do regime sírio deixa ao menos 10 mortos (Terra Brasil)
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5548507-EI17594,00-Nova+ofensiva+do+regime+sirio+deixa+ao+menos+mortos.html


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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sentença justíssima!!!!

 
Justiça argentina anuncia sentença contra participantes de centro de exterminio
 
14 Jul 2011 . 16:20 h . Agência France Press . portal@d24am.com
 
 
Dois ex-militares e cinco ex-policiais estão sentados no banco dos réus, mas o coronel Pedro Durán Sáenz, quem comandou esse
centro clandestino durante a ditadura (1976/83), faleceu em junho, no meio do julgamento.
 
 
BUENOS AIRES - A justiça argentina deve ditar sentença, nesta quinta-feira, por crimes contra a humanidade cometidos no centro de
detenção "El Vesubio", onde desapareceram o escritor Haroldo Conti, o roteirista Héctor Oesterheld, a alemã Elisabeth Käsemann e os
franceses Françoise Dauthier e Juan Soler.
 
Dois ex-militares e cinco ex-policiais estão sentados no banco dos réus, mas o coronel Pedro Durán Sáenz, quem comandou esse
centro clandestino durante a ditadura (1976/83), faleceu em junho, no meio do julgamento.
 
O Tribunal Oral Federal número 4 de Buenos Aires vai anunciar a sentença contra o ex-general Héctor Gamen (84 anos) e o ex-coronel Hugo
Pascarelli (81), que acompanharam o julgamento em liberdade, e os detidos, ex-integrantes do Serviço Penitenciário (SPF) Ramón Erlán (65),
José Maidana (59), Roberto Zeolitti (63), Diego Chemes (57) e Ricardo Martínez.
 
O julgamento foi aberto em fevereiro de 2010 e diz respeito a 156 crimes, entre eles 17 fuzilamentos.
 
Por "El Vesubio" passaram 2.500 prisioneiros, entre 1976 e 1978, quando o centro foi demolido, ante a iminente chegada da Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
 
Durante o processo, a promotoria pediu prisão perpétua para os dois ex-militares e 25 anos de prisão para os ex-funcionários do serviço
penitenciário.
 
O governo alemão, representado pelo advogado argentino Pablo Jacobi, apresentou-se como querelante pelo caso Käsemann, pedindo prisão
perpétua para os dois militares, e entre 21 e 11 anos para os demais acusados.
 
Käsemann, uma socióloga de 30 anos, nascida em Gelsenkirchen, filha do professor universitário e teólogo luterano Ernst Käsemann, foi
sequestrada em 1977 e esteve 8 semanas desaparecida até aparecer crivada de balas num terreno baldio, junto com outros 15 prisioneiros
de "El Vesubio".
 
A secretaria de Direitos Humanos e outros querelantes pediram que esses crimes sejam considerados "parte de um genocídio".
 
O escritor Haroldo Conti, o cineasta Raimundo Gleyzer e o roteirista Héctor Oesterheld, que também tevem quatro filhas desaparecidas,
foram vistos nesse campo, assim como Françoise Dauthier e Juan Soler, dois dos 18 franceses vítimas da ditadura.
 
Dauthier, nascida em 1946 na França, foi levada de sua casa, na periferia sul de Buenos Aires e trasladada a "El Vesubio" com suas
duas filhas menores, Natalia e Clarisa Martínez, de 18 meses e 3 anos, entregues depois aos avós.
 
Soler, um ex-sacerdote e operário da construção civil, tinha 42 anos quando foi sequestrado em sua casa, em abril de 1977.
 
"Estávamos todos machucados, sujos, esfarrapados e mortos de fome. No dia 23 de maio (de 1977) nos chamaram um a um e nos
levaram à cozinha (...) Foi a última vez que os vi", disse Elena Alfaro, uma das 75 sobreviventes do campo, ao prestar depoimento por
videoconferência, a partir de Paris.
 
Como em muitos outros centros de extermínio, também lá houve mulheres grávidas que deram à luz em cativeiro antes de desaparecerem,
como María Trotta e Rosa Taranto, cujos filhos roubados ao nascer recuperaram a identidade em 2007 e 2008, respectivamente.
 
"El Vesubio" funcionou num prédio da SPF na periferia sudoeste de Buenos Aires, na jurisdição do Primeiro Comando do Exército,
do temido general Carlos Suárez Mason, já falecido.
 
A causa foi reaberta em 2003, depois que o Congresso anulou as leis de anistia de 1986 e 1987.
 
Cerca de 30.000 pessoas desapareceram durante a ditadura, segundo organismos humanitários.
 
 
 
Cerca de 30.000 pessoas desapareceram durante a ditadura, segundo organismos humanitários. segundo organismos humanitários.